O ônus junino


Bom seria se as festas de São João deixassem apenas boas lembranças. A dança, as comidas típicas, a fogueira queimando, tudo isso deixa saudades e nos faz pedir para que chegue logo junho do próximo ano.

O São João, porém, carrega consigo uma tradição que há bastante tempo precisa ser revista. Afinal de contas, nada tem a ver com a alegria tão característica dessa época. As guerras de fogos deixam marcas que não se apagam como a fogueira no dia 25 de junho.

De acordo com a Secretaria de Saúde do estado da Bahia (Sesab), em quatro dias de festas 74 pessoas deram entrada nos hospitais do estado vítimas de queimaduras provocadas por explosão de bombas e fogos de artifícios.

Só no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, foram registrados 50 pacientes. Uma criança de quatro anos chegou a ter 3 dedos de uma das mãos amputados em virtude dessa prática. Ou seja, em razão de algo perfeitamente dispensável, uma pessoas inocente teve a sua vida completamente modificada.

Esses dados só reforçam que essa cultura de praticar guerras de fogos é algo que em nada contribui com a festa. As pessoas precisam pensar, antes de qualquer coisa, nos prejuízos não só para si mesmas como para os outros que esse tipo de coisa pode trazer. Quem sabe assim, brote um lapso de consciência nos adeptos dessa prática e eles vejam que os resultados que isso pode não fazem parte do repertório junino.


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